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08.02.2018

Número de transplantes de coração no ES é o melhor em 10 anos

 

 

O Espírito Santo obteve alguns avanços, em 2017, na área de transplante de órgãos. Um deles foi a realização de 10 transplantes de coração, o melhor resultado do Estado na última década. Já em 2016, foram realizados oito transplantes de coração. Para a coordenadora da Central de Transplantes, Raquel Duarte Corrêa Matiello, o melhor desempenho é motivo de comemoração. “Nós comemoramos o ‘sim’ de cada família que autoriza uma doação, porque esse gesto salva-vidas, e cada vida significa muito para alguém”, comentou.

 

No comparativo de janeiro a dezembro de 2016 e 2017, o Espírito Santo também melhorou o número de transplantes de rim falecido (34,4%), rim vivo (8,3%), esclera (5,8%) e medula óssea autólogo (56,5%). “É importante que cada pessoa que apoia este ato de amor ao próximo, se declare doadora de órgãos conversando com sua família e enfatizando sua vontade. Isso porque, quem autoriza a doação dos órgãos é a família, depois que a pessoa morre, e será muito mais tranquilo para os familiares tomarem essa decisão se souberem da vontade do ente querido”, enfatizou a coordenadora da Central de Transplantes.

 

Outra conquista registrada pelo Espírito Santo no ano de 2017 foi o aumento do número de doadores efetivos de múltiplos órgãos, que saiu de 45, em 2016, para 47 no ano passado. "Embora não tenha sido o melhor ano nesse quesito, 2017 teve um resultado melhor do que o ano anterior e ficou acima da média dos últimos 10 anos, que foi de 45 doações. Por isso, valorizamos o 'sim' das famílias e o esforço que nossos profissionais empregaram em todo o processo de doação", comentou Raquel Matiello.

 

O índice de recusa familiar também melhorou, no Espírito Santo, em 2017, ficando em 51%. Em 2016, atingiu 55% no Estado, percentual que ficou acima da média brasileira, que foi de 43% naquele ano. Para melhorar esse indicador, Raquel Matiello disse que a Central de Transplantes promoverá, neste ano, um treinamento sobre comunicação de más notícias para as Comissões Intra-Hospitalares de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs), que são as equipes responsáveis por entrevistar os familiares.

 

ES recebe coração do RJ

Nessa quarta-feira (07), um coração foi trazido do Rio de Janeiro para o Espírito Santo por meio da Força Aérea Brasileira (FAB). Enquanto isso, um fígado e dois rins captados no Hospital Estadual São Lucas, em Vitória, também nessa quarta, beneficiaram pacientes de fora do Estado. Segundo a Central de Transplantes do Espírito Santo, o fígado foi levado pela FAB para o Paraná. Já os rins foram disponibilizados para a Central Nacional de Transplantes, respeitando as priorizações do Sistema Nacional de Transplantes.

 

A coordenadora da Central de Transplantes do Espírito Santo explicou que a definição de quem receberá os órgãos doados é feita por meio de um sistema on-line do Ministério da Saúde, obedecendo a critérios rígidos estabelecidos pela legislação federal. “As priorizações respeitam critérios que avaliam a gravidade do paciente e a compatibilidade sanguínea entre o doador e o receptor. Assim, uma vez justificado por meio de exames esse quadro clínico grave, os dados são inseridos no sistema e a priorização é feita em âmbito nacional. A partir daí, o estado deve disponibilizar o órgão captado para os pacientes priorizados dentro do que for possível logisticamente”, detalhou Raquel Matiello.

 

A coordenadora destacou que, por conta da priorização, os órgãos captados nessa quarta, por exemplo, não ficaram no Estado. Assim como o coração captado no Rio de Janeiro foi enviado para o Espírito Santo porque aqui havia um paciente mais necessitado do órgão. “Hoje (quarta-feira) tivemos um exemplo claro do funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes e da importância de um processo unificado”, disse.

 

 

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